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quarta-feira, 20 de maio de 2009

CALENDÁRIO DAS OFICINAS

2ª FEIRA

OFICINA DE DANÇA
VOL.MARIA DE FÁTIMA RODRIGUES
HORÁRIO: 14H/16H

OFICINA DE CROCHÊ II
VOL.ELOÍSA HELENA CARVALHO
HORÁRIO:14H/17H

OFICINA DE CINEMA
VOL.JOSÉ OSCAR ABREU
HORÁRIO:14H/17H

OFICINA DE ESPANHOL
VOL.IZOLINA FOLHA
HORÁRIO: 14h/16h

3ª FEIRA

OFICINA DE BORDADO
VOL. JANDIRA
HORÁRIO: 9h/11h

OFICINA DE ALFABETIZAÇÃO
PEDAGOGA:MARIA APARECIDA/BIANCA MACIEL HERNANDES
HORÁRIO: 14h/17h

OFICINA DE MÚSICA(CORAL)
VOL.WASHINGTON LUIZ RODRIGUES
HORÁRIO 14h/17h

OFICINA DE PINTURA EM TECIDO
VOL.TAÍSA HOFFMANN
HORÁRIO: 14h/17h

GRUPO TERAPÊUTICO "COMPARTILHAR"
PSICÓLOGA SULANITA ARRUDA
PEDAGOGA IZABEL CRISTINA LAGUNA
HORÁRIO: 14h/17h

4º FEIRA

OFICINA DE FISIOTERAPIA PREVENTIVA (MANHÃ)
VOL. PROF. ESTEFÂNIA
HORÁRIO:8H30MIN/9H30MIN

OFICINA DE PINTURA EM MADEIRA
VOL.REGINA MAGALHÃES
HORÁRIO: 14h/17h

OFICINA DO CORPO
ACADÊMICOS: NATÁLIA BOHM BONOW
JOSÉ ANTÔNIO BICCA RIBEIRO
HORÁRIO: 14h/15h

NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE A TERCEIRA IDADE (QUINZENAL)
PSICÓLOGA SULANITA ARRUDA
HORÁRIO:14h/17h

OFICINA DA MEMÓRIA
PEDAGOGA IZABEL CRISTINA LAGUNA
HORÁRIO:14h/16h

OFICINA DE ALFABETIZAÇÃO
PEDAGOGAS: MARIA APARECIDA
BIANCA MACIEL HERNANDES

OFICINA DE INFORMÁTICA I E II
VOL. MARLENE VASCONCELOS E NILZA CUNHA
HORÁRIO: TURMA I 14h//15h30min
TURMA II 16h/17h30min


5º FEIRA

OFICINA DE CROCHÊ
VOL. ELOISA HELENA CARVALHO
HORÁRIO:14h/17h


OFICINA DE TRICÔ
VOL.JUSSARA GUIDO BERNARDES
HORÁRIO: 14h/17h


GA.CUIDADORES E/OU FAM. PESSOAS COM ALZHEIMER
A.SOCIAL ELIZABETH MADRUGA
HORÁRIO: 14h/16h30min

OFICINA DE TEAR
VOL. TEREZINHA NEVE CÓSSIO
HORÁRIO: 14h/17h


HISTÓRIA CRÍTICA COM A TERCEIRA IDADE
PROF. JANDIR JOÃO ZANOTELLI
HORÁRIO: 14h30min/17h


6º FEIRA

OFICINA DE TAPEÇARIA
VOL.MARLENE COSTA
HORÁRIO: 14h/17h


OFICINA DE TURISMO
TURISMÓLOGA: HELENA NOBRE
HORÁRIO: 14h/17h

OFICINA DO CORPO
ACADÊMICOS : NATÁLIA BOHM BONOW
JOSÉ ANTÔNIO BICCA RIBEIRO
HORÁRIO: 14h/15h


OFICINA DE ESPIRITUALIDADE
MINISTRO DA PALAVRA: MIGUEL ÂNGELO MELO VIEIRA DA CUNHA
HORÁRIO:14h/17h


ORIENTAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
PEDAGOGA: MARIA APARECIDA
HORÁRIO:AGENDAMENTO C/HELENA-SECRETARIA
OFICINAS QUE O CETRES OFERECE À COMUNIDADE EM 2009 E O NÚMERO DE INTEGRANTES EM CADA UMA DELAS



ALFABETIZAÇÃO (5)
CINEMA (14)
CROCHÊ I (25)
CROCHÊ II(21)
DANÇA(12)
ESPANHOL(10)
ESPIRITUALIDADE(08)
FISIOTERAPIA PREVENTIVA (26)
G.A À CUIDADORES E FAMILIARES DE PESSOAS COM MAL DE ALZHEIMER(07)
HISTÓRIA CRÍTICA COM A TERCEIRA IDADE(06)
NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE A TERCEIRA IDADE (06)
GRUPO DE APOIO À QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE(09)
GRUPO TERAPÊUTICO COMPARTILHAR(13)
INFORMÁTICA I(30)
INFORMÁTICA II(30)
MÚSICA(08)
OFICINA DO CORPO(23)
OFICINA DA MEMÓRIA (14)
OFICINA DE TEAR(07)
PINTURA EM MADEIRA (15)
PINTURA EM TECIDO(18)
TAPEÇARIA(26)
TRICÔ (23)

quinta-feira, 12 de março de 2009

IDOSO: DEPENDÊNCIA OU INDEPENDÊNCIA, UMA QUESTÃO A SER ENFRENTADA

Todo ser humano é educado e orientado, desde a infância, para conquistar a independência. O bebê nasce totalmente dependente. Vai crescendo e adquirindo segurança, nos mais diferentes aspectos e habilidades. Então, a dependência cede lugar à competência. Na velhice a situação de dependência retorna em decorrência de doenças, falta de condições materiais adequadas (fome, pobreza, abandono, maus tratos) dificuldades de relacionamento com familiares.
A dependência pode se apresentar em diferentes graus (baixa, média e elevada).
Uma velhice ativa resulta de vários fatores: atividade física, alimentação saudável, abstinência do fumo e do álcool, uso correto de medicamentos.
É importante que estes cuidados comecem desde cedo, mas mesmo para quem teve uma maturidade desregrada, não há impedimento de começar estes cuidados em fase de envelhecimento mais adiantada. Daí, a importância de planejar a velhice, pois mesmo com todos os cuidados que possam ser desenvolvidos, é importante admitir que as restrições ocorrem com a idade, naturalmente e para todos. A aceitação desta situação é importante por parte do idoso que na maioria das vezes não quer atrapalhar a vida dos filhos, não quer ser um fardo e por isto não pede nem aceita ajuda.
A preparação para esta fase não se refere só às condições de saúde, mas às condições materiais e físicas. Aqueles que possuem melhores condições financeiras, podem se preparar para enfrentar a velhice tendo a possibilidade de contratar cuidadores, ou de viver em casa geriátricas, com boas condições de vida, se assim o desejarem.
As famílias hoje são diferentes das famílias de outras décadas em vários aspectos. As casas grandes cederam lugar a espaços menores, o número de filhos diminuiu, as mulheres também ingressaram no mercado de trabalho, os jovens têm que estudar, assim quem cuida do idoso? Muitas vezes aquele que tem família se encontra praticamente na mesma situação do que não tem.
Ambientes físicos podem restringir a autonomia da pessoa em processo de envelhecimento. Pessoas que moram em locais com mais barreiras à mobilidade, estão mais propensas ao isolamento e depressão.
As condições econômicas, o acesso a medicamentos, proteção social com planos de saúde vão dar melhores condições ao idoso.
É importante, independente do grau de dependência física e econômica que o idoso tenha atenção e carinho o que , certamente, lhe proporcionará melhores condições de aceitação da situação que estiver vivenciando, procurando a família ou quem o cuide de fazer com que o mesmo não se sinta um peso, principalmente se for dada oportunidade de colaborar com aqueles que o cercam através da utilização da experiência adquirida ao longo dos anos,fazendo com que se sinta valorizado e respeitado. Muitas são as pessoas que reduzem determinadas capacidades, mas podem mesmo assim colaborar com os outros, fazendo-os sentirem-se úteis, respeitados, valorizados.
O acolhimento, o carinho e a paciência no trato diário são importantíssimos, tanto quanto os cuidados técnicos para dar tranqüilidade e segurança emocional.
A IMPORTÂNCIA DO COMPONENTE EMOCIONAL PARA UM ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

Desde que a sociedade despertou para as mudanças que estão ocorrendo com relação ao envelhecimento da população, que os estudos têm sido intensificados visando promoção e aprimoramento da qualidade de vida nesta fase.
Não existe fator único, nem um fator preponderante capaz de determinar a qualidade de vida, das relações e, consequentemente, um envelhecimento equilibrado, saudável e prazeroso. A longevidade está associada a múltiplos fatores como não fumar, não beber, dormir um número satisfatório de horas, visitar regularmente um médico entre outros.
É fundamental a boa alimentação, com adoção de uma dieta rica, variada, equilibrada associada à prática regular de exercícios físicos, orientados e adequados à idade e ao quadro porventura apresentado.
O aprimoramento contínuo, a leitura, a atividade intelectual, a aquisição de novas habilidades, o desenvolvimento de tendências ou preferências artísticas, culturais como canto, dança, pintura, escrita assim como a manutenção de atividades sociais são de suma importância para a ocorrência de um envelhecimento pleno de bons momentos, que contribuam para elevação da autoestima, para reforçar a sensação de pertencimento (ao grupo familiar ou grupo social) para a melhoria dos relacionamentos com a troca constante que ocorre na vida partilhada proporcionando alegria, felicidade que serve para aumentar a imunidade do indivíduo.
Nem todos os indivíduos longevos gozam de boa saúde, equilíbrio, autonomia, condições financeiras, suporte familiar, mas mesmo entre àquelas de maior carência, há as que têm forte capacidade de resiliência e conseguem suportar e mais do que isto, superar as dificuldades com habilidade, sabedoria, resignação, alegria de viver, componentes importantes que levam cada um a multiplicar energias positivas através de atitudes altruístas (perdão, auxílio aos necessitados, atividades junto às entidades assistenciais, religiosas, filantrópicas), tudo isto aliado a um componente importante que é o bom humor. Hoje, profissionais da área da saúde (medicina, psiquiatria, psicologia, fisioterapeutas, enfermeiros, gerontológos) confirmam a existência de forte relação entre bom humor e saúde.
O bom humor é uma virtude característica das pessoas alegres, de bem com a vida, que enfrentam as dificuldades com leveza, que se despojam das mágoas dos rancores e de qualquer carga negativa. São pessoas que sempre tem um olhar tolerante para consigo mesmo e para com os outros, aceitando as adversidades com mais paciência, que são capazes de rir de si mesmo, das dificuldades, cientes de que nada é eterno (nem as alegrias nem as tristezas) de modo que procuram passar pelas etapas mais difíceis que se apresentam com mais desapego, menos peso interior o que certamente, proporcionará que a carga a ser suportada seja mais leve, mais fácil de carregar. Quem não desenvolve tal tipo de conduta, não tem este perfil, é de suma importância que aprenda, pois tudo é uma questão de aprendizado, inclusive o ser ou sentir-se feliz. É questão de aprender a olhar para “o que” e “para quem” o cerca, valorizar aquilo que possui, as coisas que realizou, ciente que sempre a situação poderia ser pior e que é a maneira que enfrentar cada situação que dará a real dimensão que ela terá para cada um.
Fonte: http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomática/bomhumor.html
PREVENÇÃO DE QUEDAS NA TERCEIRA IDADE


Uma das limitações que acometem o idoso é àquela referente à mobilidade. As articulações não têm mais o mesmo vigor da juventude, ao se locomover ele não faz com a mesma agilidade. Os pés não levantam do chão como na idade adulta. Isto muitas vezes leva à queda que é um dos principais problemas que compromete a saúde do idoso e repercute negativamente na sua qualidade de vida, uma vez que gera insegurança, medo, preocupação para os familiares e para ele próprio. Cerca de 30% dos idosos tem uma queda por ano. Se mais do que isto ocorrer é necessária maior investigação, pois várias determinantes poderão estar ocorrendo simultaneamente, isto é, além do aspecto deficitário relativo à idade, como fragilidade óssea, deficiências sensoriais (visão, audição), outros fatores relativos às doenças podem ocasionar quedas, tais como problemas ortopédicos (calos, unhas encravadas), labirintites, Parkinson, isquemias cerebrais, problemas cardiovasculares, de postura (coluna) diabete, demências.
Outro fator desencadeante de quedas está relacionado ao tipo de habitação, pois grande número delas ocorre no ambiente doméstico, em sua grande maioria quarto, banheiro e cozinha, pela inadequação do ambiente como escadas sem corrimão, piso encerado e com desnível, tapetes soltos, grande quantidade de móveis tornando os espaços de circulação muito apertados, banheiros apertados, sem barras para o idoso se apoiar.
Como prevenção deve-se eliminar os fatores acima mencionados, primeiro com atividade física ou fisioterapia para reduzir a incidência de quedas por falta de força muscular ou falta de equilíbrio, evitar medicamentos que possam causar hipotensão, como remédios hipnóticos utilizados para dormir e por fim adequar o ambiente caseiro,
Com a colocação de pisos antiderrapantes, eliminação de tapetes, colocação de corrimão nas escadas, barras de apoio, deixar o ambiente iluminado à noite, principalmente entre o quarto e o banheiro o que proporciona mais segurança. Orientar o idoso para levantar-se da cama calmamente e não de maneira abrupta,, evitar de transitar por locais úmidos ou molhados e se o fizer que seja com muito cuidado .
O conhecimento de pequenos detalhes que podem parecer banais é muito importante para reduzir o número de quedas que além de ser um indicador da fragilidade do idoso, ao ocorrer podem vir a reduzir sua independência e autonomia, que são condições importantes na manutenção da qualidade de vida e do bem estar.
Estatísticas demonstram que 25% das quedas ocorrem aos 70 anos, 35% aos 75 anos. Com relação ao sexo feminino o maior índice ocorre até 75 anos. Ocasionam com maior freqüência fraturas de fêmur de pulso, quadril e costelas.
É importante, então, observar por onde caminha, andar devagar, usar sapatos com sola de borracha, não usar chinelos, não colocar armários altos para não ter de subir em cadeiras, não ter vergonha de usar bengala, se for necessário para ter mais segurança.
Consultar regularmente um oftalmologista é interessante, pois pode ocorrer queda por visão deficitária, por óculos com grau inferior ao necessário.
Todo o cuidado deve ser com a finalidade de evitar quedas, porém elas ocorrendo é importante reduzir o impacto. Em caso de tontura a medida é abaixar-se, agarrar-se a corrimão, encostar-se em algo que dê sustentação e evite grandes impactos.
É comum o idoso não dar importância às ocorrências, até para não perturbar o sossego de familiares por não desejar importunar ou dar idéia de maior fragilidade. É errada a conduta. Uma vez havendo a queda é importante consultar um profissional, verificar se houve fraturas, não se automedicar para não mascarar a situação real.
A consciência das próprias limitações fará com que o idoso as respeite e se proteja.
Embora pareça mais dispendioso a adequação prévia dos ambientes é necessário não só para quem vai construir um imóvel já em idade mais avançada, mas na adequação do ambiente, com simples modificações, como já citamos acima e outras como evitar prateleiras de vidro, cadeira muito baixas, mesas com tampos de vidro, ambientes de pouca iluminação, cortinas muito compridas, mantas com pontas para fora das cadeiras, colchas longas até o chão, enfim coisas que possam embaraçar a locomoção.
Prevenir é a melhor conduta para o idoso e para os familiares. É importante não deixar ocorrer para depois sanar as irregularidades.
EUTANÁSIA

“Nunca é lícito matar o outro: ainda que ele o quisesse, mesmo se ele o pedisse (...) nem é lícito sequer quando o doente já não estivesse em condições de sobreviver”.
Santo Agostinho


Em grego significa boa morte. No século XVII passou a ser entendida também como auxílio para minorar um sofrimento demasiado.
É considerada a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um médico.
Por suas implicações com a ética, o direito, a religião gera muitas opiniões controversas.
Há os que defendem o direito à morte com dignidade, evitando a dor daqueles que se encontram em fase terminal, vivendo sem qualidade de vida e acima de tudo sem possibilidades de uma reversão do quadro.
Os argumentos contrários invocam a religião, a ética, levando em conta que a vida só pode ser tirada por Deus, não cabendo aos homens tal decisão.
Do ponto de vista médico e legal a eutanásia é considerada homicídio. Na Holanda é legalizada.
A Eutanásia pode ser dividida em dois grupos, a eutanásia ativa e a eutanásia passiva. A primeira é uma ação ou conjunto de ações com o fim de por termo à vida do paciente, empreendida pelo pessoal médico ou por alguém que está a serviço do próprio paciente. È um ato deliberado de provocar a morte com finalidade misericordiosa. A segunda modalidade ou passiva não provoca deliberadamente a morte, entretanto, com o passar do tempo, em virtude da interrupção dos cuidados médicos ou da administração medicamentosa, o enfermo vem a falecer. É também chamada de eutanásia indireta. Não há uma ação que provoque diretamente a morte, mas também não há nenhum ato que a impeça.
È importante estabelecer a diferença entre eutanásia e suicídio assistido, pois neste caso é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso tenha a ajuda de terceiros.
A eutanásia é considerada de “duplo efeito” quando a morte é acelerada como conseqüência indireta das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um paciente terminal.
Levando-se em conta a vontade do paciente podemos considerá-la:
Voluntária-quando é provocada atendendo uma vontade expressa pelo doente;
Involuntária-quando é provocada contra a vontade do paciente;
Não voluntária-quando a morte é provocada sem que o paciente tenha manifestado sua posição em relação a ela.
É válido ainda ressaltar outros conceitos como o de DISTANÁSIA que é o oposto de Eutanásia, pois defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida do paciente ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento seja por demais penoso.
A ORTOTANÁSIA defende o reconhecimento do momento da morte natural do indivíduo não se realizando nenhum procedimento para manter ou prolongar a vida do doente terminal. Podem se adotadas medidas paliativas com o intuito de minorar o sofrimento, como no caso de prescrição de sedativos. Difere da Eutanásia passiva pois nesta são adotadas medidas por um tempo e depois são interrompidas.
A verdade é que se trata de um assunto extremamente polêmico pelo fato de tratar do bem maior que qualquer ser humano dispõe, ou seja, a vida que é considerada um DIREITO FUNDAMENTAL, ou direito humano de primeira geração, estabelecido em normas de direito internacional e reconhecido pela maioria dos povos.
Envolve como já dissemos questões de ordem religiosa, ética, lega e moral. Encontra-se até nas escrituras passagens que são consideradas de auxílio à boa morte.
Não dá para desconsiderar que é possível qualquer indivíduo ter uma opinião formada, com bom embasamento, forte convicção a qual pode ser alterada quando se depara com a situação na própria família, com um ente querido. Uma coisa é um pensamento sobre determinado assunto sem qualquer envolvimento afetivo ou emocional. Isto nos conduz à idéia de que é necessária a compreensão e aceitação da possibilidade de algo neste campo acontecer é possível para qualquer um. Importante, então, é procurar se esclarecer e saber que mudar de opinião é possível, viável e permitido e isto exige conhecimento. Temos que considerar sempre que há avanços constantes e sistemáticos na área da medicina, e por isto mesmo hoje se vive mais e com melhor qualidade de vida.
Poderíamos até estabelecer situações nas quais a eutanásia poderia se encaixar como uma solução misericordiosa, quando o indivíduo estivesse cansado de viver e suplicasse por isto,quando em coma irreversível, ou até pela alegação de direito de dispor da própria vida. Mas há situações que são desesperadoras e por motivos inexplicáveis à luz da ciência são revertidas. Há quem prefira viver a qualquer preço, que não se desapegam, independente do tipo de vida que levam. Mas também como classificar a vida de outrem sob o prima de convicções pessoais, sob a ótica pessoal e não a do outro?
A prática é condenada por lei, vai contra ao juramento prestado pelos profissionais e é declarada inadequada desde 1987 pelo Tratado de Madri.
Assim sendo deve-se reiterar sempre medidas que venham beneficiar o paciente proporcionando-lhe mais conforto, mais esperança e prolongamento da vida pensando sempre nas inúmeras possibilidades que se abrem em função de pesquisas. Hoje, já são adotadas práticas alternativas, até mesmo dentro de hospitais, visando proporcionam uma gama maior de possibilidades de acordo com a enfermidade e a necessidade de cada um.
Fonte:http://pt.wikipedia.org
http://eutanasiaedistanasia.blogspot.com/
http://www.ufrgs.br/bioetica/eutanasia
http://www.direitonet.com.br/artigos
A INFLUÊNCIA DA GENÉTICA NA PERSONALIDADE

“Eu sou eu e minhas circunstâncias”
Ortega y Gasset


Vamos começar, para um melhor entendimento dizendo que genética é a ciência biológica que estuda a hereditariedade e a evolução dela nos seres organizados.
A genética comportamental é uma disciplina científica que estuda os mecanismos genéticos e neurológicos envolvidos em diversos comportamentos animais e humanos. É considerada como uma área de intersecção entre a genética e as ciências do comportamento.
A engenharia genética dá os elementos necessários ao estudo do comportamento associado à genética molecular. Permite identificar genes capazes de modular certos comportamentos e sobretudo de entender como os genes interagem com o ambiente na formação de traços normais e patológicos da personalidade humana
Correntes de estudiosos consideravam que os aspectos físicos e psíquicos do indivíduo são determinados pela genética. Eram difusores da onipotência genética. Características como descontrole emocional, tolerância à frustração resistência ao estresse são influenciados pelo DNA,mas não é só a genética que deve ser considerada. Há outros elementos que determinam o comportamento, como afeto, medo, experiências negativas bem como experiências positivas como infância segura, pais amorosos, família estruturada, sensação de proteção aliada à liberdade de exprimir sentimentos, afetos, opiniões, ou seja, espaço e condições favoráveis ao desenvolvimento sadio .
Quanto melhor forem as experiências afetivas, sociais e ambientais melhores condições de serem abafadas determinadas cargas genéticas, mais apto o indivíduo estará para tolerar as frustrações. Com isto não dá para dissociar que o fator genético bem como as vivências, as interações com os outros indivíduos modulam o comportamento humano.
A genética pode não ser a única determinante no comportamento humano, mas pode influenciar nas escolhas.
Ocorrem situações em que a predisposição para certas enfermidades é maior em função dos genes como na depressão que decorre de predisposição genética e situações estressantes como desemprego, doenças graves, problemas financeiros, perdas.
Em 1996 foi identificado o GENE S-HTT responsável pela codificação da proteína transportadora do neurotransmissor SEROTONINA que produz a sensação de bem estar, de prazer. A quantidade de serotonina no organismo será o que vai determinar se o indivíduo vai ser mais ou menos ansioso, negativo ou otimista. O Gene S-HTT curto vai ser o indicativo de pessoas mais introspectivas, mais propensas à depressão, a alimentar pensamentos negativos.
Em 1996 a codificação do gene DRD4 (neurotransmissor da DOPAMINA) denominado como gene da curiosidade forneceu dados a respeito do déficit de atenção e hiperatividade. Também o funcionamento da amígdala é a estrutura responsável pelo processamento das emoções. O Genótipo (amígdala mais hipocampo indicam como o indivíduo regirá à adversidade (perdas, crises graves)).
Uma nova teoria neste campo fala que as proteínas que são produzidas pelos genes se modificam do nascimento até a morte.
Com estes avanços na engenharia genética, na genética comportamental verifcou-se que a predisposição genética e as influencias ambientais transformam o cérebro.
Hoje já se fala em Epigenética que é área de estudo da Biotecnologia que estuda como os fatores internos e externos influenciam na genética.
Esta área esta em constante evolução, com cada vez mais descobertas importantes que poderão determinar curas, prevenções, elucidações na definição de patologias e conseqüente evolução nos tratamentos, mas apesar de tudo isto não dá para negar que tudo isto poderá ter peso diferente, maior ou menor de acordo com as situações vivenciadas pelos indivíduos, com a qualidade das relações sociais estabelecidas e com o afeto recebido que têm importância vital para o funcionamento do cérebro e em decorrência para o comportamento, adaptação, saúde , aquisição de qualidade de vida,prevenção de enfermidades e longevidade .


Bibliografia:

CALEGARO, Montarroyos, Marco, MSC-Psicologia Evolucionista na Clínica: Genética Comportamental
-Psicologia e Genética: O que causa o comportamento

Maria de Fátima M. Caldeira e Silva e Daniela Cristina Millan- Os caminhos da Psicologia pela genética: as interfaces dessa parceria.
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